12/11/2016

Algumas coisas pra dizer

Ontem, querendo escrever algo, entrei no blogger, abri a página para escrever um post e a página em branco foi o suficiente para acabar com toda a minha inspiração. Hoje, abrir o notebook e ver essa aba ainda aberta no meu navegador, foi o suficiente para que eu me obrigasse a escrever algumas linhas para ver se o bloqueio ia embora. Então, esse post tem um punhado de coisas que eu queria falar e que talvez não rendessem posts sozinhos.

Primeiramente Fora Temer!
Segundamente Fora Trump!

Agora aos reais assuntos desse post:
Queria dizer que ter me livrado de um certo preconceito e de uma certa preguiça e finalmente ter assistido Steven Universe foi uma vitória na vida. É incrível como eu gosto desse desenhinho de 10 minutos. Para quem nunca assistiu, não perca mais tempo! É sério...

Também queria desabafar que odeio planejar várias coisas e acabar indo desapegando ou desistindo delas. Principalmente para coisas que são realmente importantes para mim. Durante a greve resolvi fazer parte de uma Comissão que discute a graduação de Biologia da Unicamp, e ela já quase não tem mais reuniões, o que me deixa meio triste, porque era um projeto legal.
Recentemente conversei com o Doug e decidimos retomar o Crânio, que também tinha sofrido com o abandono de esforços, mas espero que não sofra mais (por um bom tempo, pelo menos).
Ainda mais recentemente, começamos a tentar por em prática a ideia de fazer um jornal para o IB. Ia ser meio pesado, provavelmente, mas seria muito legal.

Outro assunto que me incomoda e que, de certa forma, tange o que foi dito anteriormente, são coisas que eu percebo que amo fazer e não faço. Ou ainda como eu poderia estar fazendo coisas que futuramente me ajudariam de alguma forma. Para mim é difícil falar sobre, já que essas minhas ideias não são muito palpáveis e são difíceis de descrever, o que dificulta também a realização delas.

05/11/2016

Sobre a crise dos 20

Tá, é óbvio que isso é só um modo de chamar uma crise de ansiedade e medo que te atinge num certo período da sua vida. Mas quando ela aconteceu um dia depois do meu aniversário de 20 anos pareceu coincidência demais... Ou será que não?
Na verdade não. Eu já tinha crises dos 20 antes de ter 20 e vou ter mesmo depois que fazer 21. A realidade é que ninguém me ensinou muito bem como lidar com as decisões que eu devo tomar e que vão mudar todo o meu futuro. Levei um bom tempo pra escolher Biologia e agora que escolhi, não quero ter que escolher uma área dentro da biologia, mesmo sabendo que precisarei, cedo ou tarde.
Acontece que no curso de Ciências Biológicas da Unicamp, é obrigatório se fazer duas ICs (Iniciações Científicas) e dois estágios (também científicos). Não me leve a mal, se eu não gostasse de ciência e não quisesse trabalhar com isso, não teria escolhido um curso cujo nome incluísse essa palavra. Mas a decisão de acompanhar um laboratório e se dedicar nele, as vezes parece um fardo que não quero carregar, pelo menos não agora. A minha boa e velha procrastinação, que muitas vezes anda junto com minha querida insegurança.
Depois de alguns conselhos, percebi que seria inútil ficar me queixando sobre isso e que em algum momento eu teria que decidir mesmo, então era bom eu começar a enfrentar essa escolha na minha vida e começar a procurar algo que eu goste e, bom, é o que farei assim que terminar esse post. Na verdade é o que eu já deveria estar fazendo agora. Ou ainda melhor, é o que eu realmente vou fazer agora. Até a próxima.

30/10/2016

Deixar ir

Não sei quantos de vocês tem problemas com amigos. Eu digo isso no sentido de como é difícil manter uma quantidade mesmo que bem limitada de amigos. Não sei exatamente o porquê, mas aparentemente é uma dificuldade que cativo. Recentemente me questionei bastante sobre a maneira ridícula com a qual terminei uma amizade, em meados de 2014. E com isso desenterrei todas as situações parecidas a qual proporcionei sozinho. Aparentemente tenho facilidade em acabar com boas amizades.
Só para introduzir esse tema aplicado a mim, gostaria de dar uma visão por cima de como amizades se desenvolveram durante minha vida. Tive um vizinho que por muito tempo foi meu melhor amigo e, aparentemente, conforme ele começou a conviver com outras pessoas acabou se tornando também outra pessoa. Eu o culpava muito por isso, mas acredito que assim é a vida. Demorei muito pra criar um vínculo de amizade parecido, dois amigos que perduraram bastante na minha vida, mas que acabaram se mostrando apenas amigos de escola, mesmo. Nesse meio tempo, um amigo de um amigo, ou qualquer coisa do tipo, resolveu brincar de Naruto comigo nos intervalos da escola. É a minha amizade mais duradoura, meu melhor amigo (um deles, é claro). 
Fui para o ensino médio, aparentemente com pouquíssimos amigos. Lá conheci uma garota descolada e artista que conquistou o meu coração e hoje é a minha melhor amiga mesmo que de difícil comunicação. Também fiz amizade com alguém que já foi muito importante na minha vida e que, aos poucos, sumiu dela. Estabeleci uma relação de coleguismo com vários e encontrei dois novos melhores amigos. Briguei e fiquei mais de um ano sem falar com um deles. A outra é o motivo da reflexão a qual disse no início do texto. Então me formei e fui para o cursinho. Tinha alguns amigos no técnico, o qual estava já no final e que eu sabia que, depois de acabar, cada um seguiria sua vida.
Após um semestre de insistência, aquele meu melhor amigo (aquele do Naruto) se juntou a minha turma do cursinho e junto fizemos amizade com uma outra menina que rapidamente se tornou nossa melhor amiga. Fui então pra Unicamp.
Percebi na faculdade que a idade não nos dá muita maturidade. Fiz novos amigos, alguns melhores amigos e briguei quase que com todos. E recentemente, ou melhor, hoje mesmo (melhor ainda, algumas horas atrás) acabei com mais uma de minhas amizades, com uma discussão muito calorosa e, provavelmente, não muito saudável. Eu, mesmo convicto de minha razão na briga, me senti muito mal, mas sem expectativas de voltar atrás, porque simplesmente não conseguiremos estabelecer uma amizade que seja boa para os dois. Resolvi, então, que o certo seria deixar ir. Percebi que é difícil de ser feito, mas talvez muito necessário. Agora, as dúvidas que persistem são: "Será que deveria ter deixado ir com a amiga do começo do texto? Será que é tarde demais para a gente? Será que vou me questionar o mesmo com essa amiga que acabo de perder?". Quem sabe?

21/06/2016

Coisas com que eu não sei lidar

Eu tenho um bilhão de coisas para falar. Um bilhão de coisas as quais deveriam ser escritas nesse blog, afinal é para isso que ele existe. Mas necessitam de uma contextualização imensa e, no momento, não é isso que eu quero. Então vim só para desabafar e externalizar coisas pelas quais estou passando no momento. 

Em primeiro lugar: Fora Temer. 
Em segundo: Ter crushes e lidar com eles é de extrema dificuldade. Quando você fica algumas vezes com alguém que futuramente vira seu crush, ou quando um crush seu namora e dá em cima de você, ou quando você fica com 1 amigx e depois elx vira crush, ou quando você fica carente e qualquer um tem potencial de virar um crush e você começa a se preocupar (com muita razão). E esses são apenas exemplos recentes de como as vezes pode ser difícil de lidar com esses sentimentos dentro da gente.
Em terceiro: Não é legal quando alguém gosta de você e você não sente o mesmo. De maneira geral eu sempre me vi em friendzones e chorava me questionando porque as pessoas não gostavam de mim como eu gostava delas. Bom, o jogo vira, não é mesmo? E você entende que estar do outro lado também não é nem um pouco legal. E ultimamente tenho passado por grandes dificuldades nesse quesito e eu continuo me perguntando "Por que quem eu quero que goste de mim não gosta? E quem eu não quero que goste, gosta?". 
Em quarto: Carência. Voltando um pouco no segundo ponto, é frustrante quando você não consegue discernir se você gosta de uma pessoa ou quer ficar com ela porque está carente. Não sei se me imagino namorando alguém porque quero namorar ou porque quero namorar ESSA pessoa.
Em quinto: Vontade de namorar x Vontade de ser solteiro. Será que relacionamentos abertos dariam certo para mim? 

Acho que por hoje esse desabafo basta. Se alguém tiver fórmulas mágicas para se lidar com isso, me avisem, porque simplesmente não sei. Grato pelo tempo que você gastou lendo esse draminha. Abraços, até a próxima.

26/03/2016

As férias da minha vida #2

Esse ano de 2016, que mal começou e já considero pakas, tem sido ótimo no quesito férias. Eu literalmente comecei o ano com passagens para o Rio de Janeiro. Eu finalmente iria para o que seria a minha primeira viagem de amigos. Então, quando eu menos esperava, já estava no aeroporto com o Pedro esperando pela aeronave que nos levaria a famigerada cidade maravilhosa, onde ficaríamos hospedados na casa de um terceiro trouxa, nosso amigo Doug.

Por mais incrível que possa parecer para as pessoas, nós não fomos conhecer o Cristo, ou o Pão de Açúcar e nós passamos pela estátua de Carlos Drummond sem ao menos notá-la. Mas conseguimos conhecer lugares definitivamente maravilhosos e outros lugares bem mais cults e conceituais, assim como nós, obviamente... Ok, só que não. E eu finalmente pude ir no Jardim Botânico, sem duvida melhor lugar, mas na disputa: vontade de conhecer aquele lugar enorme vs preguiça enorme de conhecer aquele lugar, a preguiça de todos nós ganhou. Aqui vão algumas fotos da viagem. I miss you already, Rio...
































Voltamos para a terrinha a noite e só cheguei em casa para lá da 1hr da manhã. Desfiz a mala e já fiz outra, porque as 5hs eu já deveria estar acordando para outra viagem, dessa vez para Minas. Depois de toda a correria do Rio, a calmaria de Minas foi ótima. Essa foi uma viagem com meus pais e os amigos deles, meus tios de consideração. O destino era uma cidadezinha pequena socialmente, mas pelo visto uma das maiores em área de Minas Gerais, chamada Delfinópolis, na Serra da Canastra.

Visitamos muitas cachoeiras, a água excessivamente gelada até ficava boa de se mergulhar com o clima excessivamente quente que estava fora dela. Foi uma viagem que rendeu muita paz de espírito e muitas vistas maravilhosas que não foram devidamente bem retratadas por meu pobre celular...




21/02/2016

As férias da minha vida #1

Depois de um semestre desgastante, de intensa guerra contra o sono, na qual perdi inúmeras batalhas, de desespero quase que total, as férias chegaram como aquele oasis que as pessoas normalmente veem quando estão delirando no deserto. No primeiro momento é um choque de realidades... Antes você não tem tempo pra absolutamente nada que não seja estritamente relacionado a faculdade, depois você tem todo o tempo livre e já não sabe o que fazer com ele. Para minha sorte eu já estava planejando o que faria há muito tempo, até porque eu estava desesperado para que esse dia chegasse.

Lá estava eu, escrevendo num bloco de notas do computador, todas as coisas que eu estava praticamente me obrigando a fazer durante as férias. Você deve estar imaginando que eu sou louco, afinal, não haveria necessidade de me lembrar tudo o que eu gosto de fazer. Mas aí é que está, em 3 meses de férias eu pressupus que em algum momento aquele 1% louco dentro de mim sentiria falta de uma rotina, falta da faculdade... A lista me lembraria das coisas que eu amo fazer e não tenho tempo durante o período letivo.

Nessa pequena lista de metas estavam itens como: "Colocar as séries em dia", "praticar violão", "ler os livros que quero ler faz tempo", "sair com os amigos", etc. Muitas delas foram, em partes, mal sucedidas. Eu não pratiquei nem um centésimo do que deveria de violão, ou seja, ainda não sei nem tocar uma música inteira, não li nenhum livro que não fosse para a faculdade. Tirando a lenda de Korra, que eu finalmente tive coragem de terminar, não coloquei nenhuma série em dia, muito pelo contrário, me atrasei ainda mais nelas. Sai algumas vezes (bem menos do que eu desejava), mas com os mesmos amigos, então ainda assim a saudade dos demais amigos ainda está forte. Por fim, a conclusão seria que, como de costume, eu não consegui atingir as metas autoimpostas para essas férias.

Mas, na realidade, não atingir essas metas não foram exatamente uma falha. Apesar de não ter lido os livros que eu pretendia, comecei a ler HQs, a minha nova paixão. O motivo pelo qual não consegui por as séries em dia é o de ter começado ainda mais séries. Não pratiquei violão, mas pratiquei bem mais desenho do que eu tinha planejado. Não vi meus amigos antigos, mas finalmente marcamos uma reunião com a turma do ensino médio... Nada foi perdido, tudo só tomou um rumo diferente do esperado, mas a vida é assim, e é bom que seja mesmo.

No(s) próximo(s) post(s) falarei do resto das minhas férias, de como meu ano de 2016 começou ótimo e de tudo mais.

Obs: Sim, essa série de posts tem esse nome por causa daquele filme da Queen Latifah... Aquele filme é ótimo.

10/01/2016

Um quase velho "ano novo"

No ano passado, início de 2015, eu ainda reclamava bastante de 2014, mas tentava ver um pouco de tudo que aquele ano difícil, principalmente emocionalmente, tinha me proporcionado. Tentei ser otimista também com o ano que estaria por vir, principalmente porque até então não sabia se tinha passado na faculdade e tudo parecia bastante incerto na época. Acabou que 2015 foi realmente ótimo em diversos momentos e, depois de começar um ano reclamando, esse ano começo com gratidão por tudo de bom que me aconteceu no famigerado "ano velho".

A faculdade que eu queria, o curso que eu queria - o qual comecei a amar ainda mais, aliás - amigos novos, amigos antigos, Chile e tudo mais. Olhando agora parece que o tempo voou, ao mesmo tempo em que parece que estou na faculdade há anos. Acho que isso é bom.

Finalmente, após todo o clima de "ano novo" acabar, eu venho postar sobre esse período de suposta transição, mudança e toda essa convenção suspeita. Claro que "ano novo, vida nova" é só aquela desculpinha na qual a gente se agarra para se livrar de eventuais pesos na consciência e tentar mudar tudo que a gente poderia mudar a qualquer hora. Mas também é aquela época em que você reflete mais sobre como tem sido a sua vida ultimamente e acho que por isso a gente acaba estabelecendo mudanças de vida, metas, desejos para serem realizados durante o ano. Desse modo, até quem não adota a filosofia de "ano novo, vida nova", acaba pensando em meia dúzia de coisas que gostaria que mudasse para o ano que se inicia.

Como nos últimos anos eu tenho traçado quase que as mesmas metas e nunca consigo executá-las, resolvi que nesse ano eu não colocaria meta, iria deixar a meta aberta e quando atingir a meta, vou dobrar a meta. Claro que como já tenho elas em mente, tentarei mudar ao longo do ano, diferente do usual, ou seja, começar a por em prática em janeiro e em fevereiro já nem lembrar da lista de resoluções de fim de ano.