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10/04/2017

Mds, como lidar com falta de tempo e responsabilidades?

Por mais que eu (como dito no outro post) tenha amado a disciplina de férias que eu fiz, sinto falta do período que não tive das minhas férias para poder ir para Itirapina. Percebo que muitos dos meus projetos para as férias não foram feitos e percebi que durante o semestre eles também não serão feitos. Mesmo eu tendo trancado uma matéria, por "culpa" da minha irmã.
Como assim, culpa da minha irmã?
Bom, digamos que foi uma das decisões mais difíceis de ser feita. Por um lado eu tinha uma excursão marcada de uma disciplina, e nela aprenderíamos várias técnicas de como trabalhar com os animais na natureza, o que, convenhamos, era muito importante para minha formação/futura profissão. O outro ponto é que, meio que de última hora, minha irmã decidiu casar no mesmo fim de semana. Depois de ponderar muito as coisas, decidi ir para o casamento da minha irmã e chorei muito, principalmente porque daqui dois meses ela se muda para a Espanha. Louco né?

Quanto a convivência na minha nova residência: Bom, não é fácil, nem quando você mora com seus melhores amigos. Eu moro com um gato, bem pentelho e chato em muitos sentidos. Maaas como não amar ele quando ele está dormindo? Problemas a parte, é muito divertido e dá sempre pra conversar e resolver as coisas, o que não acontecia antes.

O Jornal do IB saiu do plano das ideias e tomou forma física. E virtual também: o site do Simbiose. Foi muita correria, mas foi uma correria que me deixou muito contente. Agora, com o começo do semestre, ta parecendo impossível fazer a próxima edição ToT, ainda mais com a pouca participação dxs alunxs (e outros habitantes) do ib (a gnt esperava isso, mas 0 participação foi triste).

Quanto a minha atividade em outras áreas que tinha mencionado no outro post: O CAB está sem direção e não estou acompanhando o que está acontecendo direito, mas a última assembleia não teve quórum, então, nada de (CAPAS!) deliberações. Mas tive até um sonho em que tentava candidatar uma chapa ao CAB (SOCORRO) - Devido ao fracasso com outras responsabilidades, tenho repensado muito nisso.
Entretanto, como burrice pouca é bobagem, me candidatei para ser representante discente, e como são 12 inscritos para 12 vagas, bom já sei que eu serei, mesmo q com um voto (CHOREI). Mas vai ser bom para mim, embora seja outra responsabilidade para me tirar o pouco tempo livre.
Eeee, para terminar, irei para o EREB nesse final de semana. Então, olá Rio, novamente. Estou, ainda, meio desanimado, mas espero q seja uma vivência bacana. E vou poder ver o Doug, então estou feliz.

Até a próxima, com outros assuntos.

18/02/2017

Siparunas, kitnets, projetos e laboratórios.

Um rápido informativo sobre minha vida nesse ano louco de 2017.


O ano já começou com muita biologia na minha vida. Fui para uma disciplina de Férias de Verão do IB de Ecologia Vegetal em Campo, ou seja, passei um tempinho fora. Foram 25 dias em uma reserva ecológica, uma das últimas áreas de Cerrado do estado, e muito aprendizado nesse meio tempo. Aprendi a sobreviver a um grupo de 10 alunos de graduação que não fazia muito mais do que reuniões, enquanto poucos de nós realmente produzíamos o trabalho. Aprendi a identificar algumas espécies arbóreas e arbustivas do Cerrado, foram muitas Siparuna guianensis, Pouteria torta, Xylopia aromatica, entre outras (132 para ser específico). Aprendi a sobreviver a trabalhos acadêmicos com um 3G pegando mal e com uma lista de dezenas de artigos para baixar com essa mesma internet. Bom, no final aprendi realmente muita coisa. Também tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis, mas também de conhecer outras nem um pouco incríveis. Mas no fim, até que posso dizer que foi uma grande experiência para a minha vida.

Não muito tempo depois de voltar para a vida de férias, tive que passar pelo stress de conseguir um lugar para viver em Barão Geraldo e finalmente posso dizer que tenho um lugar definido para esse ano e, quem sabe para os próximos. Ao contrário do ano passado vou conseguir morar com duas das pessoas que mais gosto e estou muito ansioso para toda a vivência que teremos juntos. Já estou planejando muita coisa para os tempos livres, só espero que eles existam.

O projeto de criar um jornal para o IB está cada vez mais real. Estamos quase terminando a edição piloto (de número 0) e já quero adiantar as próximas edições para garantir o funcionamento do jornal por pelo menos um tempo. 
Também tenho pensado nos outros projetos de vida que queria por em prática, principalmente na Unicamp, mas também na vida e cheguei a uma conclusão: PRECISO SER UMA PESSOA MAIS ORGANIZADA PARA DAR CONTA DE TUDO.
Alguns dos meus desejos se culminam para o Centro  acadêmico, então possivelmente vou querer dedicar um tempinho a tentar participar dele. Também estou tentando me manter motivado a ir no EREB desse ano.

Comecei meu laboratório. Foram só dois dias, mas amei os dois. Claro que preciso ver qual vai ser meu projeto para ter uma noção maior se vou gostar ou não. 

Foram muitos começos e muitas experiências. 2017 já está me surpreendendo.

10/12/2016

Botando tudo em dia

Como de costume, inicio minha contagem regressiva para o fim do semestre. Esse, que foi o semestre com mais matérias que eu curtia, mas que ao mesmo tempo foi bastante desgastante. Aprendi que Evolução não é tão simples quanto a gente pensa. Tive a minha ÚNICA aula de conservação de toda a minha graduação e isso me chocou um pouco. Nessa próxima semana irei em uma escola com meu amigos para trabalhar o assunto de extinção de abelhas com as criancinhas. Mandei um e-mail procurando uma iniciação científica e uma reunião foi marcada (me tremendo). Percebi que até que gosto de fisiologia, mesmo a humana, desde que ela faça sentido. Me frustrei, porque a comissão de graduação que os alunos criaram durante a greve não teve nenhuma reunião (realmente não pensamos durante o semestre). Mas me agrada o fato de estarmos encaminhando o jornal da Biologia.

Algumas coisas ainda me dão a sensação de vazio, como a não produção de vários dos meus projetos pessoais e sociais, tais como intervenções, inicialmente na universidade, para trazer questionamentos para as pessoas; como a democratização da informação, por meio da divulgação de conhecimento acadêmico, o que em partes já faço com o Crânio, e pude fazer em um trabalho de Zoologia, mas ainda parece pouco; e ainda não exercito meu lado artístico da maneira como gostaria. Também não posto no blog na frequência desejada, mas enfim, o que podemos fazer, certo?

Para as férias planejei milhões de coisas, já escolhi 20 documentários para assistir, livros para ler, séries para botar em dia, enfim, fazer de tudo um pouco (ou bastante). Para o próximo semestre? Uma carga horária absurda que ainda será revista no período de alteração de matrículas. Aparentemente um semestre tão pesado quanto esse, mas com potencial de ser tão bom quanto. Ainda estou no meu dilema sobre pegar várias matérias e terminar o curso em quatro anos (+1 de licenciatura) para evitar um ano a mais dependendo dos meus pais vs. a ideia de fazer uma graduação mais tranquila e aproveitá-la mais. Escolhas da vida... 

15/11/2016

Frustrado (porém feliz)

Estou frustrado. Simplesmente frustrado. Meus amigos ao meu redor parecem ter uma facilidade em tomar decisões e atitudes, em fazer acontecer o que eles querem que aconteça, que eu simplesmente invejo. E me frustro, afinal não chego nem perto disso.

Não sei se passo o próximo fim de semana em Campinas, ou se volto para casa. Visto que não tomei essa decisão, também não consigo me decidir se vou ou não no show da minha amada Clarice Falcão, na sexta feira, em Jundiaí. Como isso ainda não está decidido, também não sei se vou em uma festa do IB na quinta feira. Frustrado. Minha resposta natural foi meter o foda-se e deixar que as pessoas decidam por mim. Caso precisemos fazer o trabalho no fim de semana, ficarei em Campinas e assim decidirei meu futuro. Talvez um mecanismo de jogar a responsabilidade em outras pessoas, mas quem liga? Ninguém ensina muito bem como a gente toma decisões e lida com suas consequências depois disso.

Outra frustração é persistente desde o último post. Responsabilidades que eu me imponho e depois não consigo lidar. Tenho que escrever para o Crânio e quinta feira temos a primeiríssima reunião do futuro jornal do IB. São projetos que eu amo e quero me dedicar e, ao mesmo tempo, responsabilidades que eu preferia não ter. Os famosos Trade-offs* da vida. Aguardem notícias sobre o jornal, quero fazer postagens acompanhando sua criação, visto que é um projeto que considero legal de ser mostrado desde seus primórdios.

Frustrações a parte, gostaria de dizer que mesmo com medo das responsabilidades, estou muito feliz em estar de volta com o Crânio e finalmente estar tirando o Jornal do imaginário. Os próximos projetos são: fazer um mochilão, ter uma banda e viver de fazer arte. Ok, são objetivos um pouco (BASTANTE) mais distantes da minha realidade, principalmente com essas minhas atitudes, ou melhor, a falta delas. Mas positividade na vida, não é mesmo?

*Trade-off é um conceito ecológico que pode ser traduzido como demanda conflitante. Sucintamente é quando, para ter uma coisa que te "beneficie", você se "prejudica" em alguma outra coisa.

26/03/2016

As férias da minha vida #2

Esse ano de 2016, que mal começou e já considero pakas, tem sido ótimo no quesito férias. Eu literalmente comecei o ano com passagens para o Rio de Janeiro. Eu finalmente iria para o que seria a minha primeira viagem de amigos. Então, quando eu menos esperava, já estava no aeroporto com o Pedro esperando pela aeronave que nos levaria a famigerada cidade maravilhosa, onde ficaríamos hospedados na casa de um terceiro trouxa, nosso amigo Doug.

Por mais incrível que possa parecer para as pessoas, nós não fomos conhecer o Cristo, ou o Pão de Açúcar e nós passamos pela estátua de Carlos Drummond sem ao menos notá-la. Mas conseguimos conhecer lugares definitivamente maravilhosos e outros lugares bem mais cults e conceituais, assim como nós, obviamente... Ok, só que não. E eu finalmente pude ir no Jardim Botânico, sem duvida melhor lugar, mas na disputa: vontade de conhecer aquele lugar enorme vs preguiça enorme de conhecer aquele lugar, a preguiça de todos nós ganhou. Aqui vão algumas fotos da viagem. I miss you already, Rio...
































Voltamos para a terrinha a noite e só cheguei em casa para lá da 1hr da manhã. Desfiz a mala e já fiz outra, porque as 5hs eu já deveria estar acordando para outra viagem, dessa vez para Minas. Depois de toda a correria do Rio, a calmaria de Minas foi ótima. Essa foi uma viagem com meus pais e os amigos deles, meus tios de consideração. O destino era uma cidadezinha pequena socialmente, mas pelo visto uma das maiores em área de Minas Gerais, chamada Delfinópolis, na Serra da Canastra.

Visitamos muitas cachoeiras, a água excessivamente gelada até ficava boa de se mergulhar com o clima excessivamente quente que estava fora dela. Foi uma viagem que rendeu muita paz de espírito e muitas vistas maravilhosas que não foram devidamente bem retratadas por meu pobre celular...




21/02/2016

As férias da minha vida #1

Depois de um semestre desgastante, de intensa guerra contra o sono, na qual perdi inúmeras batalhas, de desespero quase que total, as férias chegaram como aquele oasis que as pessoas normalmente veem quando estão delirando no deserto. No primeiro momento é um choque de realidades... Antes você não tem tempo pra absolutamente nada que não seja estritamente relacionado a faculdade, depois você tem todo o tempo livre e já não sabe o que fazer com ele. Para minha sorte eu já estava planejando o que faria há muito tempo, até porque eu estava desesperado para que esse dia chegasse.

Lá estava eu, escrevendo num bloco de notas do computador, todas as coisas que eu estava praticamente me obrigando a fazer durante as férias. Você deve estar imaginando que eu sou louco, afinal, não haveria necessidade de me lembrar tudo o que eu gosto de fazer. Mas aí é que está, em 3 meses de férias eu pressupus que em algum momento aquele 1% louco dentro de mim sentiria falta de uma rotina, falta da faculdade... A lista me lembraria das coisas que eu amo fazer e não tenho tempo durante o período letivo.

Nessa pequena lista de metas estavam itens como: "Colocar as séries em dia", "praticar violão", "ler os livros que quero ler faz tempo", "sair com os amigos", etc. Muitas delas foram, em partes, mal sucedidas. Eu não pratiquei nem um centésimo do que deveria de violão, ou seja, ainda não sei nem tocar uma música inteira, não li nenhum livro que não fosse para a faculdade. Tirando a lenda de Korra, que eu finalmente tive coragem de terminar, não coloquei nenhuma série em dia, muito pelo contrário, me atrasei ainda mais nelas. Sai algumas vezes (bem menos do que eu desejava), mas com os mesmos amigos, então ainda assim a saudade dos demais amigos ainda está forte. Por fim, a conclusão seria que, como de costume, eu não consegui atingir as metas autoimpostas para essas férias.

Mas, na realidade, não atingir essas metas não foram exatamente uma falha. Apesar de não ter lido os livros que eu pretendia, comecei a ler HQs, a minha nova paixão. O motivo pelo qual não consegui por as séries em dia é o de ter começado ainda mais séries. Não pratiquei violão, mas pratiquei bem mais desenho do que eu tinha planejado. Não vi meus amigos antigos, mas finalmente marcamos uma reunião com a turma do ensino médio... Nada foi perdido, tudo só tomou um rumo diferente do esperado, mas a vida é assim, e é bom que seja mesmo.

No(s) próximo(s) post(s) falarei do resto das minhas férias, de como meu ano de 2016 começou ótimo e de tudo mais.

Obs: Sim, essa série de posts tem esse nome por causa daquele filme da Queen Latifah... Aquele filme é ótimo.