É muito estranho que meu semestre esteja ao mesmo tempo tão corrido e tão mais leve que os outros. Existe um número muito grande de trabalhos e, aparentemente, estou lidando bem e conseguindo fazer todos eles. Consegui inclusive fazer uma edição do Simbiose quase que completamente sozinho. O lance é que, mesmo assim, meu cérebro ainda fica trabalhando na faculdade, mais do que devia. Não consigo relaxar e simplesmente aproveitar, porque aparentemente a gente realmente bitola mesmo.
Aaah, a faculdade e suas sequelas mentais!!!
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02/06/2017
20/04/2017
Um ônibus demorado e suas consequências
Acho que, por incrível que pareça, posso dizer que estou em uma semana relativamente calma do meu semestre. E é a primeira vez em muito tempo. Louco isso né? Mas o mais louco é que isso tem me feito refletir em quão pouco faço coisas na minha vida fora da faculdade. Até meus projetos fora das disciplinas que eu curso, aquilo que faço por vontade própria nos meus tempos livres, são voltados para aquela pequena bolha. Bom, não posso dizer que não gosto de lá, muito pelo contrário, mas por vezea me entristece viver tão limitado.
Esse é um desabafo estranho e indeciso, talvez um reflexo da minha peraonalidade. O fato é que estou atualmente feliz por ter tirado o jornal do plano imaginário e pretendo doar meu tempo livre a ele. Ao mesmo tempo queria iniciar outros projetos ou até mesmo usar esse tempo para mim, me auto conhecer melhor. Ou até mesmo pra praticar mais artes e diferentes tipos de arte. Talvez só sentar e descansar, ou sentar e eacrever pro Crânio. Acho que a falta de tempo livre me acumula tantas vontades que, quando o tenho nem sei o que fazer com ele.
Obs: escrevo esse texto da rodoviária. Decidi tentar otimizar alguns tempos perdidos, como o que eu gastava só esperando o ônibus passar. Espero que acabe dando certo e eu faça mais coisas que quero e não acumule todas essas vontades citadas.
10/04/2017
Mds, como lidar com falta de tempo e responsabilidades?
Por mais que eu (como dito no outro post) tenha amado a disciplina de férias que eu fiz, sinto falta do período que não tive das minhas férias para poder ir para Itirapina. Percebo que muitos dos meus projetos para as férias não foram feitos e percebi que durante o semestre eles também não serão feitos. Mesmo eu tendo trancado uma matéria, por "culpa" da minha irmã.
Como assim, culpa da minha irmã?
Bom, digamos que foi uma das decisões mais difíceis de ser feita. Por um lado eu tinha uma excursão marcada de uma disciplina, e nela aprenderíamos várias técnicas de como trabalhar com os animais na natureza, o que, convenhamos, era muito importante para minha formação/futura profissão. O outro ponto é que, meio que de última hora, minha irmã decidiu casar no mesmo fim de semana. Depois de ponderar muito as coisas, decidi ir para o casamento da minha irmã e chorei muito, principalmente porque daqui dois meses ela se muda para a Espanha. Louco né?
Quanto a convivência na minha nova residência: Bom, não é fácil, nem quando você mora com seus melhores amigos. Eu moro com um gato, bem pentelho e chato em muitos sentidos. Maaas como não amar elequando ele está dormindo? Problemas a parte, é muito divertido e dá sempre pra conversar e resolver as coisas, o que não acontecia antes.
O Jornal do IB saiu do plano das ideias e tomou forma física. E virtual também: o site do Simbiose. Foi muita correria, mas foi uma correria que me deixou muito contente. Agora, com o começo do semestre, ta parecendo impossível fazer a próxima edição ToT, ainda mais com a pouca participação dxs alunxs (e outros habitantes) do ib (a gnt esperava isso, mas 0 participação foi triste).
Quanto a minha atividade em outras áreas que tinha mencionado no outro post: O CAB está sem direção e não estou acompanhando o que está acontecendo direito, mas a última assembleia não teve quórum, então, nada de (CAPAS!) deliberações. Mas tive até um sonho em que tentava candidatar uma chapa ao CAB (SOCORRO) - Devido ao fracasso com outras responsabilidades, tenho repensado muito nisso.
Entretanto, como burrice pouca é bobagem, me candidatei para ser representante discente, e como são 12 inscritos para 12 vagas, bom já sei que eu serei, mesmo q com um voto (CHOREI). Mas vai ser bom para mim, embora seja outra responsabilidade para me tirar o pouco tempo livre.
Eeee, para terminar, irei para o EREB nesse final de semana. Então, olá Rio, novamente. Estou, ainda, meio desanimado, mas espero q seja uma vivência bacana. E vou poder ver o Doug, então estou feliz.
Até a próxima, com outros assuntos.
Como assim, culpa da minha irmã?
Bom, digamos que foi uma das decisões mais difíceis de ser feita. Por um lado eu tinha uma excursão marcada de uma disciplina, e nela aprenderíamos várias técnicas de como trabalhar com os animais na natureza, o que, convenhamos, era muito importante para minha formação/futura profissão. O outro ponto é que, meio que de última hora, minha irmã decidiu casar no mesmo fim de semana. Depois de ponderar muito as coisas, decidi ir para o casamento da minha irmã e chorei muito, principalmente porque daqui dois meses ela se muda para a Espanha. Louco né?
Quanto a convivência na minha nova residência: Bom, não é fácil, nem quando você mora com seus melhores amigos. Eu moro com um gato, bem pentelho e chato em muitos sentidos. Maaas como não amar ele
O Jornal do IB saiu do plano das ideias e tomou forma física. E virtual também: o site do Simbiose. Foi muita correria, mas foi uma correria que me deixou muito contente. Agora, com o começo do semestre, ta parecendo impossível fazer a próxima edição ToT, ainda mais com a pouca participação dxs alunxs (e outros habitantes) do ib (a gnt esperava isso, mas 0 participação foi triste).
Quanto a minha atividade em outras áreas que tinha mencionado no outro post: O CAB está sem direção e não estou acompanhando o que está acontecendo direito, mas a última assembleia não teve quórum, então, nada de (CAPAS!) deliberações. Mas tive até um sonho em que tentava candidatar uma chapa ao CAB (SOCORRO) - Devido ao fracasso com outras responsabilidades, tenho repensado muito nisso.
Entretanto, como burrice pouca é bobagem, me candidatei para ser representante discente, e como são 12 inscritos para 12 vagas, bom já sei que eu serei, mesmo q com um voto (CHOREI). Mas vai ser bom para mim, embora seja outra responsabilidade para me tirar o pouco tempo livre.
Eeee, para terminar, irei para o EREB nesse final de semana. Então, olá Rio, novamente. Estou, ainda, meio desanimado, mas espero q seja uma vivência bacana. E vou poder ver o Doug, então estou feliz.
Até a próxima, com outros assuntos.
18/02/2017
Siparunas, kitnets, projetos e laboratórios.
Um rápido informativo sobre minha vida nesse ano louco de 2017.
O ano já começou com muita biologia na minha vida. Fui para uma disciplina de Férias de Verão do IB de Ecologia Vegetal em Campo, ou seja, passei um tempinho fora. Foram 25 dias em uma reserva ecológica, uma das últimas áreas de Cerrado do estado, e muito aprendizado nesse meio tempo. Aprendi a sobreviver a um grupo de 10 alunos de graduação que não fazia muito mais do que reuniões, enquanto poucos de nós realmente produzíamos o trabalho. Aprendi a identificar algumas espécies arbóreas e arbustivas do Cerrado, foram muitas Siparuna guianensis, Pouteria torta, Xylopia aromatica, entre outras (132 para ser específico). Aprendi a sobreviver a trabalhos acadêmicos com um 3G pegando mal e com uma lista de dezenas de artigos para baixar com essa mesma internet. Bom, no final aprendi realmente muita coisa. Também tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis, mas também de conhecer outras nem um pouco incríveis. Mas no fim, até que posso dizer que foi uma grande experiência para a minha vida.
Não muito tempo depois de voltar para a vida de férias, tive que passar pelo stress de conseguir um lugar para viver em Barão Geraldo e finalmente posso dizer que tenho um lugar definido para esse ano e, quem sabe para os próximos. Ao contrário do ano passado vou conseguir morar com duas das pessoas que mais gosto e estou muito ansioso para toda a vivência que teremos juntos. Já estou planejando muita coisa para os tempos livres, só espero que eles existam.
O projeto de criar um jornal para o IB está cada vez mais real. Estamos quase terminando a edição piloto (de número 0) e já quero adiantar as próximas edições para garantir o funcionamento do jornal por pelo menos um tempo.
Também tenho pensado nos outros projetos de vida que queria por em prática, principalmente na Unicamp, mas também na vida e cheguei a uma conclusão: PRECISO SER UMA PESSOA MAIS ORGANIZADA PARA DAR CONTA DE TUDO.
Alguns dos meus desejos se culminam para o Centro acadêmico, então possivelmente vou querer dedicar um tempinho a tentar participar dele. Também estou tentando me manter motivado a ir no EREB desse ano.
Comecei meu laboratório. Foram só dois dias, mas amei os dois. Claro que preciso ver qual vai ser meu projeto para ter uma noção maior se vou gostar ou não.
Foram muitos começos e muitas experiências. 2017 já está me surpreendendo.
10/12/2016
Botando tudo em dia
Como de costume, inicio minha contagem regressiva para o fim do semestre. Esse, que foi o semestre com mais matérias que eu curtia, mas que ao mesmo tempo foi bastante desgastante. Aprendi que Evolução não é tão simples quanto a gente pensa. Tive a minha ÚNICA aula de conservação de toda a minha graduação e isso me chocou um pouco. Nessa próxima semana irei em uma escola com meu amigos para trabalhar o assunto de extinção de abelhas com as criancinhas. Mandei um e-mail procurando uma iniciação científica e uma reunião foi marcada (me tremendo). Percebi que até que gosto de fisiologia, mesmo a humana, desde que ela faça sentido. Me frustrei, porque a comissão de graduação que os alunos criaram durante a greve não teve nenhuma reunião (realmente não pensamos durante o semestre). Mas me agrada o fato de estarmos encaminhando o jornal da Biologia.
Algumas coisas ainda me dão a sensação de vazio, como a não produção de vários dos meus projetos pessoais e sociais, tais como intervenções, inicialmente na universidade, para trazer questionamentos para as pessoas; como a democratização da informação, por meio da divulgação de conhecimento acadêmico, o que em partes já faço com o Crânio, e pude fazer em um trabalho de Zoologia, mas ainda parece pouco; e ainda não exercito meu lado artístico da maneira como gostaria. Também não posto no blog na frequência desejada, mas enfim, o que podemos fazer, certo?
Para as férias planejei milhões de coisas, já escolhi 20 documentários para assistir, livros para ler, séries para botar em dia, enfim, fazer de tudo um pouco (ou bastante). Para o próximo semestre? Uma carga horária absurda que ainda será revista no período de alteração de matrículas. Aparentemente um semestre tão pesado quanto esse, mas com potencial de ser tão bom quanto. Ainda estou no meu dilema sobre pegar várias matérias e terminar o curso em quatro anos (+1 de licenciatura) para evitar um ano a mais dependendo dos meus pais vs. a ideia de fazer uma graduação mais tranquila e aproveitá-la mais. Escolhas da vida...
12/11/2016
Algumas coisas pra dizer
Ontem, querendo escrever algo, entrei no blogger, abri a página para escrever um post e a página em branco foi o suficiente para acabar com toda a minha inspiração. Hoje, abrir o notebook e ver essa aba ainda aberta no meu navegador, foi o suficiente para que eu me obrigasse a escrever algumas linhas para ver se o bloqueio ia embora. Então, esse post tem um punhado de coisas que eu queria falar e que talvez não rendessem posts sozinhos.
Primeiramente Fora Temer!
Segundamente Fora Trump!
Agora aos reais assuntos desse post:
Queria dizer que ter me livrado de um certo preconceito e de uma certa preguiça e finalmente ter assistido Steven Universe foi uma vitória na vida. É incrível como eu gosto desse desenhinho de 10 minutos. Para quem nunca assistiu, não perca mais tempo! É sério...
Também queria desabafar que odeio planejar várias coisas e acabar indo desapegando ou desistindo delas. Principalmente para coisas que são realmente importantes para mim. Durante a greve resolvi fazer parte de uma Comissão que discute a graduação de Biologia da Unicamp, e ela já quase não tem mais reuniões, o que me deixa meio triste, porque era um projeto legal.
Recentemente conversei com o Doug e decidimos retomar o Crânio, que também tinha sofrido com o abandono de esforços, mas espero que não sofra mais (por um bom tempo, pelo menos).
Ainda mais recentemente, começamos a tentar por em prática a ideia de fazer um jornal para o IB. Ia ser meio pesado, provavelmente, mas seria muito legal.
Outro assunto que me incomoda e que, de certa forma, tange o que foi dito anteriormente, são coisas que eu percebo que amo fazer e não faço. Ou ainda como eu poderia estar fazendo coisas que futuramente me ajudariam de alguma forma. Para mim é difícil falar sobre, já que essas minhas ideias não são muito palpáveis e são difíceis de descrever, o que dificulta também a realização delas.
05/11/2016
Sobre a crise dos 20
Tá, é óbvio que isso é só um modo de chamar uma crise de ansiedade e medo que te atinge num certo período da sua vida. Mas quando ela aconteceu um dia depois do meu aniversário de 20 anos pareceu coincidência demais... Ou será que não?
Na verdade não. Eu já tinha crises dos 20 antes de ter 20 e vou ter mesmo depois que fazer 21. A realidade é que ninguém me ensinou muito bem como lidar com as decisões que eu devo tomar e que vão mudar todo o meu futuro. Levei um bom tempo pra escolher Biologia e agora que escolhi, não quero ter que escolher uma área dentro da biologia, mesmo sabendo que precisarei, cedo ou tarde.
Acontece que no curso de Ciências Biológicas da Unicamp, é obrigatório se fazer duas ICs (Iniciações Científicas) e dois estágios (também científicos). Não me leve a mal, se eu não gostasse de ciência e não quisesse trabalhar com isso, não teria escolhido um curso cujo nome incluísse essa palavra. Mas a decisão de acompanhar um laboratório e se dedicar nele, as vezes parece um fardo que não quero carregar, pelo menos não agora. A minha boa e velha procrastinação, que muitas vezes anda junto com minha querida insegurança.
Depois de alguns conselhos, percebi que seria inútil ficar me queixando sobre isso e que em algum momento eu teria que decidir mesmo, então era bom eu começar a enfrentar essa escolha na minha vida e começar a procurar algo que eu goste e, bom, é o que farei assim que terminar esse post. Na verdade é o que eu já deveria estar fazendo agora. Ou ainda melhor, é o que eu realmente vou fazer agora. Até a próxima.
02/01/2016
6 meses desaparecido
Quando comecei a faculdade as coisas não pareciam tão difíceis como elas se provaram ser nesse segundo semestre. E foi exatamente por isso que nos últimos quatro meses o blog simplesmente hibernou. Quando as minhas tão esperadas férias chegaram, eu pude finalmente voltar a escrever nele (e fazer milhares de coisas que não consegui fazer durante um bom tempo). Como eu ainda tinha muita coisa pra falar e mostrar sobre a viagem para o Chile, acumulei a vontade de falar sobre vários assuntos e, agora, parece que há muita coisa pra falar e que talvez não dê tempo de abordar tudo antes que minhas queridas férias acabem. Entretanto, percebi que era melhor tomar uma atitude e escrever sobre algo, porque me conheço o suficiente pra saber que eu iria ficar pensando no problema e não faria nada para solucioná-lo.
Acho que o primeiro assunto a tratar aqui no blog, depois de todos os posts da viagem, é justamente sobre o que aconteceu depois da viagem, ou seja, sobre o meu segundo semestre de faculdade. Mesmo que seja ano novo e que seja de praxe fazer um post sobre isso, ele vai ter que esperar. Como já disse, esse foi um semestre bem mais difícil e exaustivo, mas foi, também, muito melhor e com matérias muito mais legais, o que fez com que eu me livrasse de algumas incertezas e tivesse mais convicção de que amo o meu curso.
Das matérias que tive nesse último semestre, as mais legais eram Zoologia (de invertebrados), Botânica (algas, briófitas, pteridófitas e gimnospermas), Anatomia Humana e, por incrível que pareça, Histologia. Não por coincidência eram aulas de extrema utilização prática. É incrível a diferença que sinto do começo do ano para agora. Na verdade do meio do ano para cá. Parece que todo o meu jeito de olhar e pensar sobre a natureza e sobre a vida mudou e eu me sinto extremamente satisfeito com isso.
A matéria de zoo e de botânica, que sem dúvidas foram as minhas preferidas do semestre, se completam com as minhas matérias preferidas do primeiro semestre, Ecologia, Evolução e Sistemática. Resumidamente em zoo nós tivemos várias aulas teóricas e práticas sobre alguns dos principais grupos de invertebrados, por exemplo cnidários (águas-vivas), moluscos (caramujo, polvo, etc), annelidas (minhocas), entre outros. As aulas práticas eram ótimas, sendo que a maior parte tinhamos um bom material de estudo, mesmo com grupos que não acontecem no Brasil. Essas aulas renderam, também, algumas fotos bem legais, olha só:
Já na matéria de Botânica (ah, botânica <3) descobri uma paixão que vai além das famosas angiospermas, o que foi ótimo, na verdade. Decidi que pretendo buscar trabalhar um pouco com botânica ao longo da faculdade, para ter certeza de que poderia trabalhar com isso, mas é um ramo pelo qual já tenho muito amor. Infelizmente é uma opinião muito popular na sala, o que talvez dificulte meus planos, mas eu espero que haja oportunidades para todos. A matéria foi, também, uma das minhas melhores experiências com educação de biologia. Tanto as aulas, quanto a forma de avaliação da disciplina que foram simplesmente perfeitas. Em especial (além de uma viagem de campo incrível) um trabalho de coleta e identificação da flórula (a flora de uma pequena região) da própria Unicamp, no qual meu grupo, modéstia à parte,foi o melhor arrasou. Achamos diversas espécies que os professores não esperavam que encontrássemos e fizemos um trabalho muito completo. Fiquei muito feliz com essa matéria e planejo ser monitor dela futuramente.
Já Anatomia e Histologia se completavam muito bem e eram ótimas para saber mais como o nosso corpo funciona. A única coisa ruim das matérias é que elas eram extremamente humanas e não comparativas, como deveriam ser. Isso é resquício histórico da prioridade dada, até mesmo no instituto de biologia, a faculdade de medicina. De qualquer forma eram matérias boas, mas triste que um curso que estude a vida em sua maior amplitude tenha que se focar em apenas uma espécie. Por mais superior que possamos nos achar, somos igualmente evoluídos a todos os outros seres vivos atualmente. Um dos motivos para eu amar evolução, baixar o ego que nossa espécie tem. Voltando ao assunto, como é proibido tirar fotos dos cadáveres, aqui vão algumas fotos das lâminas de histologia.
Enfim, esse assunto rende muita conversa e acho que todo mundo entende que, quando você fala de algo que você ama, você fala e fala e perde até a noção de quanto falou, podendo até ficar chato. Como não quero que esse post fique assim (talvez tenha ficado mesmo assim), vou terminando ele. Queria dizer um pouco de como ter escolhido algo que eu goste acima de algo que me fizesse ganhar ($$$) bem foi uma decisão boa. Por mais que dinheiro seja, infelizmente, mais do que fundamental no nosso sistema, eu não queria, não quero e espero ter a consciência para nunca querer me tornar um escravo do dinheiro. E essa é a moral do post de hoje, quechique brega, né?
Das matérias que tive nesse último semestre, as mais legais eram Zoologia (de invertebrados), Botânica (algas, briófitas, pteridófitas e gimnospermas), Anatomia Humana e, por incrível que pareça, Histologia. Não por coincidência eram aulas de extrema utilização prática. É incrível a diferença que sinto do começo do ano para agora. Na verdade do meio do ano para cá. Parece que todo o meu jeito de olhar e pensar sobre a natureza e sobre a vida mudou e eu me sinto extremamente satisfeito com isso.
A matéria de zoo e de botânica, que sem dúvidas foram as minhas preferidas do semestre, se completam com as minhas matérias preferidas do primeiro semestre, Ecologia, Evolução e Sistemática. Resumidamente em zoo nós tivemos várias aulas teóricas e práticas sobre alguns dos principais grupos de invertebrados, por exemplo cnidários (águas-vivas), moluscos (caramujo, polvo, etc), annelidas (minhocas), entre outros. As aulas práticas eram ótimas, sendo que a maior parte tinhamos um bom material de estudo, mesmo com grupos que não acontecem no Brasil. Essas aulas renderam, também, algumas fotos bem legais, olha só:
Já na matéria de Botânica (ah, botânica <3) descobri uma paixão que vai além das famosas angiospermas, o que foi ótimo, na verdade. Decidi que pretendo buscar trabalhar um pouco com botânica ao longo da faculdade, para ter certeza de que poderia trabalhar com isso, mas é um ramo pelo qual já tenho muito amor. Infelizmente é uma opinião muito popular na sala, o que talvez dificulte meus planos, mas eu espero que haja oportunidades para todos. A matéria foi, também, uma das minhas melhores experiências com educação de biologia. Tanto as aulas, quanto a forma de avaliação da disciplina que foram simplesmente perfeitas. Em especial (além de uma viagem de campo incrível) um trabalho de coleta e identificação da flórula (a flora de uma pequena região) da própria Unicamp, no qual meu grupo, modéstia à parte,
Já Anatomia e Histologia se completavam muito bem e eram ótimas para saber mais como o nosso corpo funciona. A única coisa ruim das matérias é que elas eram extremamente humanas e não comparativas, como deveriam ser. Isso é resquício histórico da prioridade dada, até mesmo no instituto de biologia, a faculdade de medicina. De qualquer forma eram matérias boas, mas triste que um curso que estude a vida em sua maior amplitude tenha que se focar em apenas uma espécie. Por mais superior que possamos nos achar, somos igualmente evoluídos a todos os outros seres vivos atualmente. Um dos motivos para eu amar evolução, baixar o ego que nossa espécie tem. Voltando ao assunto, como é proibido tirar fotos dos cadáveres, aqui vão algumas fotos das lâminas de histologia.
Enfim, esse assunto rende muita conversa e acho que todo mundo entende que, quando você fala de algo que você ama, você fala e fala e perde até a noção de quanto falou, podendo até ficar chato. Como não quero que esse post fique assim (talvez tenha ficado mesmo assim), vou terminando ele. Queria dizer um pouco de como ter escolhido algo que eu goste acima de algo que me fizesse ganhar ($$$) bem foi uma decisão boa. Por mais que dinheiro seja, infelizmente, mais do que fundamental no nosso sistema, eu não queria, não quero e espero ter a consciência para nunca querer me tornar um escravo do dinheiro. E essa é a moral do post de hoje, que
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